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  • Farmácias X envelhecimento da população

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    O envelhecimento da população é um fenômeno que tem se tornado cada vez mais conhecido. A representatividade da população mais velha no Brasil dobrou entre o começo e o final do século 20, chegando a 15% da população total atualmente. O aumento da longevidade, associado a redução da taxa de natalidade, indica que em 2100, até 40% da população brasileira será constituída por idosos.

    Segundo informa a professora dos cursos de pós-graduação da Fundação Getulio Vargas (FGV) e head de marketing estratégico da Marjan Farma, Alessandra H. V. Miyazaku, com este grande potencial de mercado, é preciso se preparar para atender bem à população. E o primeiro ponto para isso é tomar cuidado com alguns pressupostos sem fundamento. “Por exemplo, é muito comum encontrar pessoas que acreditam que os idosos são avessos à inovação e resistentes às mudanças. Estudos demonstram que criatividade e idade não têm correlação. Quem não conhece pessoas de idade cheias de vida e de energia, que adoram novidades? Ou jovens muito conservadores?”, questiona.

    A executiva acredita que temos uma nova geração de pessoas mais velhas, que se vestem como pessoas mais jovens, que gostam de sair e curtir a vida e/ou que continuam muito produtivos. Essa população valoriza a prevenção e está disposta a investir em medicamentos, suplementos e cosméticos que ajudem a viver com muita qualidade de vida. “São muitas as pessoas mais velhas interessadas no envelhecimento ativo, termo cunhado pela Organização Europeia de Desenvolvimento Econômico (OECD) para designar uma velhice com qualidade, tendo como base quatro pilares: saúde (bem-estar biopsicossocial), participação (social – cidadania – cultural, espiritual), segurança/proteção e aprendizagem ao longo da vida (aprendizado formal ou informal)”, elucida.

    Mas, contudo, não se pode esquecer que o envelhecimento é um fenômeno natural, que traz consigo uma série de impactos, tais como maior incidência de síndrome metabólica (pressão alta, colesterol e diabetes), osteopenia (maior fragilidade do sistema óssea), osteoartrose (caracterizada por dor nas articulações), entre outras patologias.

    Na mulher, o climatério (período anterior e posterior à menopausa) pode levar a fogachos e falta de libido, impactar a saúde cardiovascular, e piorar a qualidade da pele. Os homens também sofrem com os efeitos do envelhecimento: é a chamada andropausa.

    A diretora de trade (divisão responsável pela produção de genéricos) da Sandoz do Brasil, Érica Galloro, ressalta que de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças crônicas não contagiosas, tais como diabetes, hipertensão, câncer e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), têm incidências altíssimas ano após ano. “Além disso, a organização apresenta que o Alzheimer e outras formas de demência estão crescendo no mundo todo, juntamente com o aumento de diagnósticos ligados à saúde mental. Dessa forma, as principais oportunidades em vendas estão centralizadas nas classes que englobam as doenças cardiometabólicas, respiratórias e do sistema nervoso central (SNC).”

    Além disso, Alessandra, da Marjan Farma, explica que com a velhice, aparecem as síndromes disabsortivas, ou seja, pessoas mais velhas podem vir a apresentar dificuldade para absorver determinados nutrientes, o que pode levar à deficiência de vitaminas. “Como vitaminas e minerais participam de inúmeros processos no organismo, sua deficiência pode trazer sérias consequências. É o caso, por exemplo, da deficiência de B12, envolvida em alguns tipos de anemia. Essa deficiência pode levar ao aparecimento de distúrbios neurológicos, entre outros efeitos bastante desagradáveis.”

    Ela diz ainda que outras questões também colaboram para a necessidade de suplementação, em especial na velhice. “Por exemplo, o solo brasileiro é pobre em magnésio, mineral fundamental para o bom funcionamento do organismo. Com o passar do tempo, a deficiência contínua deste mineral pode trazer impactos na saúde.

    Deficiências de cálcio também são muito comuns na velhice. O próprio processo de envelhecimento pode levar ao aumento da porosidade dos ossos. Alinhado com intolerância a determinadas alimentos ricos em cálcio, que podem aparecer com a idade, a deficiência de cálcio pode colaborar para osteopenia e até osteoporose.”

    A gerente sênior de nutrição, saúde e bem-estar da Nestlé, Gisele Pavin, comenta que a passagem do tempo atua no corpo. É por isso que quanto mais cedo os hábitos alimentares saudáveis forem cultivados, maiores serão as chances de uma saudabilidade resistente. “Nesse sentido, a suplementação de vitaminas e minerais deve fazer parte da rotina de cuidados diários. Quanto antes começarmos, mais sucesso teremos na manutenção da nossa saúde. E, se por um lado há chances desses fatores acometerem, por outro há uma série de ações, comportamentos e marcas dedicadas a oferecer soluções necessárias para preservar a saúde, física e mental, a independência e o bem-estar do corpo, da mente e da alma. São escolhas que se fazem hoje para que o estado saudável se perpetue.”

    Érica, da Sandoz, lembra que as farmácias e drogarias têm importância fundamental no processo de envelhecimento da população, como forma de disponibilizar acesso aos tratamentos necessários para essa faixa da população. “Mas, é importante que sua existência e subsistência sejam apoiadas por medidas sociais que permitam o acesso a medicamentos, como é o caso do Programa Farmácia Popular, por exemplo.”

     

    Atendimento e execução no ponto de venda

     

    Para acompanhar a demanda crescente de mercado, é fundamental entender e considerar as necessidades do público sênior e os diferentes perfis de shoppers ao determinar exposição, serviços, atendimento e comunicação, seja no ponto de venda (PDV) físico, seja no virtual.

    De acordo com o Aché Laboratórios Farmacêuticos, organizar, dispor e ajudar o shopper (seja ele consumidor ou não), a navegar nas gôndolas e identificar as categorias e melhores soluções, atendendo a prescrição médica e empoderando sua escolha é fator-chave.

     

    Bulas digitais: facilidade para o público idoso

     

    Em maio deste ano foi promulgada a lei que regula que laboratórios farmacêuticos deverão inserir um QR Code nas embalagens dos medicamentos para acesso à versão digital da bula. Esta é uma facilidade na jornada de saúde dos pacientes, com foco em inovação e tecnologia. O funcionamento do QR Code é simples e não necessita de aplicativo (app) específico: ao apontar a câmera do smartphone para o código, o consumidor é redirecionado automaticamente para a versão mais atualizada da bula do produto.

    Pensando especificamente no público idoso, a gerente de assuntos regulatórios da Sanofi/Medley, Ana Cavalli, diz que a bula digital tem a intenção de encurtar a distância entre a informação e a saúde, utilizando a tecnologia como parceira. “Para pacientes idosos, o benefício está principalmente na facilidade de leitura e acesso à informação que o formato apresenta, já que muitas vezes o idoso pode ter dificuldade de ler a bula convencional, que continua acompanhando o produto. As novas embalagens estão em linha com o compromisso da Sanofi e Medley com os pacientes e profissionais de saúde, facilitando o acesso de todos à saúde.”

    A diretora executiva da unidade de Consumer Healthcare do Aché Laboratórios Farmacêuticos, Elizangela K. Tsujiguchi, diz que a impressão do QR Code nas bulas dos remédios, contempla parte da estratégia do pilar social do Aché, que prima pela inclusão de todos os públicos e busca promover autonomia, conhecimento e bem-estar. “Essa tecnologia é de grande utilidade para o público idoso, pois o formato facilita a leitura e a compreensão, sendo possível também aumentar o tamanho da letra.  Além do formato em texto, está disponível também em Libras (língua brasileira de sinais) ou áudio. Para acessar a bula digital é necessário ativar a câmera do aparelho celular e escanear o código que direcionará para o site com a bula digital do medicamento.”

    Já o Novo Nordisk pontua que o QR Code presente nas embalagens dos medicamentos permite acessar, além da versão digital da bula, materiais educativos para profissionais de saúde e pacientes. As bulas podem ser acessadas inclusive por pacientes não cadastrados no NovoDia. O material pode facilitar o esclarecimento de dúvidas no ato da aquisição do medicamento, junto com o farmacêutico. Com a bula em PDF no celular, o paciente pode dar zoom na informação desejada, facilitando a leitura, o que pode ser uma grande vantagem para pacientes idosos (que podem ser orientados pelo farmacêutico ao adquirir o medicamento ou por um familiar ou cuidador.​

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