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Informações sobre o canal farma

 

  • Campanha Sinal Vermelho: mais de dez mil farmácias lutam contra a violência feminina.

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    A campanha Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica agora é lei. O PL 741/2021, que define o programa como uma das medidas de combate à violência contra a mulher, foi sancionado em julho último. Ela foi lançada no ano passado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com o apoio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

    A letra “X” escrita na mão da mulher, de preferência na cor vermelha, funciona como um sinal de denúncia de forma silenciosa e discreta de situação de violência. A ideia é de quem perceber esse sinal na mão de uma mulher que procure a polícia para identificar o agressor.

    Com a sanção da Lei, os Poderes Executivo e Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e os órgãos de segurança pública poderão fazer parceria com estabelecimentos comerciais privados para a promoção e a realização do programa Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica para ajudar a mulher vítima de violência. 

    A nova legislação também altera a modalidade da pena da lesão corporal simples cometida contra a mulher por razões da condição do sexo feminino e cria o tipo penal de violência psicológica contra a mulher.

    A medida já conta com o apoio de mais de dez mil farmácias pelo País e recentemente recebeu a adesão formal do Banco do Brasil.

    Adesão das farmácias 

    As farmácias são importantes pontos de tráfego de pessoas, principalmente durante o período pandêmico, assim sendo, se mostrou um lugar estratégico para que se possa fazer a denúncia. Em tempos de isolamento, surgiu um grande problema: a dificuldade em denunciar os agressores e as farmácias se configuraram como uma solução. 

    O consultor da Federação Brasileira de Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), Valdomiro Rodrigues, conta que a Febrafar recebeu um convite para participar dessa campanha vindo do Conselho Nacional de Justiça e assinou o Termo de Adesão à Campanha Nacional “Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica”. “Essa assinatura se deve ao fato dessa campanha ir de encontro ao nosso propósito de melhorar a vida das pessoas. Assim, não podemos fechar os olhos para a triste realidade da violência doméstica.”

    Foram feitas divulgações dessa ação por meio de artes e as farmácias e seus representantes foram convidados a participar de um evento de treinamento realizado pelo Conselho Nacional de Justiça. Rodrigues revela que como a Febrafar é uma federação de redes associativistas, o papel foi o de disseminar junto às farmácias essa possibilidade, os caminhos e a relevância da campanha.

    “Entre as ações relativas à campanha está a ação de colocar informações no ambiente, este é o caminho para o combate desse tipo de violência. A luta contra esse tipo de ação deve ser diário e envolver toda a sociedade.

    A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) também aderiu a campanha porque acredita que as farmácias, por representarem um serviço essencial e terem presença maciça em todo o território nacional, podem ser pontos de apoio fundamentais para ajudar essas mulheres. “Sem contar que o varejo farmacêutico ganhou relevância como centro de atenção primária à saúde, o que ampliou consideravelmente o número de clientes atendidos”, comenta o CEO da Abrafarma, Sérgio Mena Barreto.

    De acordo com o executivo, cada rede teve a liberdade para engajar suas lojas na campanha e capacitar os profissionais para esse atendimento. “O papel da Abrafarma foi o de chancelar o projeto e estimular, com isso, as redes associadas a fazerem sua parte. Esse tipo de iniciativa também vai ao encontro de uma premissa da Abrafarma: a de valorizar os profissionais de farmácia como verdadeiros agentes de saúde e canais mais próximos da população.”

    Ele destaca ainda que a ampla divulgação nas redes sociais, por meio de páginas oficiais no Facebook, Instagram e Twitter, foi fundamental para conscientizar as mulheres e estimulá-las a buscar ajuda. E a atuação do canal farma, em particular, foi determinante pela proximidade natural com a população, que busca a farmácia justamente em busca de mais cuidado com a saúde e também seu bem-estar.


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    O protocolo é simples e deve ser aplicado em qualquer farmácia. ​Com um “X” vermelho na palma da mão, que pode ser feito com caneta ou mesmo um batom, a vítima mostra a um profissional da farmácia, que perceberá que ela está em situação de violência. Com o nome e endereço da mulher em mãos, os atendentes das farmácias e drogarias deverão ligar, imediatamente, para o 190 e reportar a situação.
    Fonte: consultor da Federação Brasileira de Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), Valdomiro Rodrigues​​ ​
     


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