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  • ABC DA SAÚDE | Dia Nacional sobre o Uso Racional de Medicamentos

    Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos 

    Seu estabelecimento é um grande aliado no combate ao consumo Irracional dos fármacos

    Instituído em 05 de maio, o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos visa alertar a população sobre os riscos e os motivos de evitar a automedicação. Isso porque o consumo racional significa administrar a cada um que necessite, de forma personalizada, respeitando as suas condições clínicas, os produtos adequados às suas demandas, pelo tempo que for preciso, com o menor custo para o indivíduo e sociedade. Rodolpho Telarolli Junior, professor adjunto de Saúde Pública da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP (campus de Araraquara), informa que as complicações decorrentes da utilização errônea das medicações respondem por mais de ¼ das intoxicações que acontecem no Brasil, mais que o dobro do índice envolvendo os acidentes com animais peçonhentos. E o farmacêutico tem uma função imprescindível na mudança desse quadro, pois com sua formação generalista na área da saúde e por ser um profissional versátil e acessível ao público, comunicando-se de maneira fácil e pela confiança obtida, pode e deve orientar na direção de fortalecer o uso prudente, prevenindo que as pessoas tomem fármacos por conta própria de modo incorreto. “Automedicar-se é um hábito disseminado em todas as classes sociais e não se trata, como já se acreditou no passado, de consequência da dificuldade no acesso à assistência médica, situação que atualmente é restrita a algumas regiões do país, mas do comportamento arraigado de reaproveitar receitas antigas ou de amigos e familiares, costume reforçado pela intensa troca de informações pelas redes sociais recentemente”, afirma. Os perigos do uso irracional De acordo com o professor, existem vários preceitos que levam à ingestão irracional, seja em situações inadequadas ou em quantidades erradas, o que tem um potencial extremamente lesivo à saúde dos pacientes, pelo fato incontestável de que todo medicamento traz consigo reações adversas mesmo quando usado nas doses terapêuticas, receitado ou isento de prescrição. “Temos frequentemente acidentes incluindo os MIPs, como os antitérmicos, relaxantes musculares, até produtos com ação no sistema nervoso central (ansiolíticos e antidepressivos). Assim, a educação é uma ferramenta relevante na luta contra a automedicação e demais agravos. Ajudar o consumidor a comprar e tomar de maneira correta é um ganho de valor inestimável entre a farmácia e seu cliente, com vantagens em médio e longo prazos”, adiciona Rodolpho. Quando o assunto são os antibióticos, a situação é alarmante: em 2050, a resistência bacteriana poderá ser a principal causa de óbitos no mundo, resultando na morte de 10 milhões de pessoas, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) na pesquisa “Tackling drug-resistant infections globally. Final report and recommendations”, apoiada pelo governo britânico. Com o intuito de combater a resistência bacteriana, a iniciativa Global Respiratory Infection Partnership (GRIP) implementa uma série de iniciativas de conscientização, como a divulgação de tratamentos sintomáticos adequados para as infecções respiratórias com base em estudos médicos.  Margareth Terada, gerente de Medical Affairs da Reckitt Health & Nutrition Comercial, explica que o consumo irracional dessa classe terapêutica é capaz de provocar a resistência bacteriana, que acontece quando bactérias sofrem mudanças e deixam de responder aos efeitos dos fármacos. Segundo a gerente, muitas vezes isso ocorre naturalmente, mas é potencializado, especialmente, com a utilização incorreta (doses menores que a recomendada, subdoses ou até mesmo por menor ou maior tempo do que o prescrito), o que faz com que as infecções bacterianas fiquem cada vez mais difíceis de serem eliminadas, podendo, eventualmente, levar a uma piora do quadro e óbito. Este cenário também irá dificultar outros procedimentos, como cirurgias maiores, ou interferir no benefício da profilaxia de infecções bacterianas, por exemplo, para os prematuros, em transplantes e quimioterapia, chegando até a restrições em viagens e migrações. “Por conta disso, os médicos e os farmacêuticos possuem papel fundamental no auxílio e orientação dos pacientes, seguindo a posologia indicada para cada indivíduo e a duração correta do tratamento. É justamente em reconhecimento à importância dos profissionais de saúde na batalha ao uso indiscriminado de antibióticos que a Reckitt Health & Nutrition Comercial promove apoio ao GRIP e desenvolve recorrentes sessões de treinamento a esses especialistas”, salienta. Automedicação e a covid-19 Rodolpho comenta que a epidemia da covid-19 reforçou o hábito da automedicação com uma série de produtos empregados com benefícios em outras circunstâncias, mas que no caso do vírus apresentam uma enorme chance de provocar efeitos adversos severos, não trazendo ganho real na sua prevenção ou no tratamento. E por ser uma patologia com múltiplos quadros clínicos, tal comportamento é capaz de ocasionar consequências imprevisíveis, como o retardamento do diagnóstico, agravar a situação do paciente ou, ainda, a redução das medidas de isolamento social, as únicas cuja eficácia é unânime até o momento, ao lado da vacinação. “O farmacêutico deve reiterar a relevância do isolamento e da imunização, além de recomendar a busca de um médico aos primeiros sinais do novo coronavírus. A indicação certa das datas referente à execução dos testes da doença, realizados em farmácias, também é uma importante tarefa para os profissionais”, ressalta.

    Incentivo ao autocuidado Para a gerente de Medical Affairs da Reckitt Health & Nutrition Comercial, o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos vem como uma excelente oportunidade para discutir e fomentar a conscientização sobre o conceito de autocuidado e da utilização indiscriminada dos fármacos: “a informação é o melhor caminho, não só aos profissionais de saúde quanto aos clientes que precisam saber reconhecer seus sintomas e os principais ativos para pequenas enfermidades, o que influencia, inclusive, na escolha de uma medicação mais adequada, reduzindo o consumo errado e contribuindo para um mundo mais saudável”, enfatiza Margareth.

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