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Informações sobre o canal farma

 

  • O importante papel do farmacêutico no controle da pressão alta

    ​Instituído em 26 de abril, o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão é uma ótima oportunidade para as farmácias orientarem seus clientes sobre essa patologia que já é considerada um sério problema de saúde pública, sendo a doença cardiovascular mais prevalente no mundo, conforme explica Eliana R. de Araujo, docente do curso de Farmácia do Complexo Educacional FMU. 

    De acordo com Eliana, no Brasil, pesquisas indicam que 1 a cada 3 adultos são hipertensos (30% de prevalência), podendo chegar a 40% em algumas regiões. Entre os idosos a porcentagem passa de 50%1,2. “A hipertensão não controlada aumenta o risco de dano vascular, com consequências como insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio, derrame, acidente cerebral isquêmico, insuficiência renal e comprometimento da circulação sanguínea3”.

    Para a docente, com o grande número de farmácias existentes no país (cerca de 82.000 unidades) e a frequência com que as pessoas acometidas vão a esses estabelecimentos, coloca o farmacêutico na linha de frente, muito bem posicionado para aconselhar e ensinar seus pacientes sobre o controle e a prevenção. “Diversos estudos mostram que a contribuição desse profissional na educação do público e na gestão da farmacoterapia melhora o controle da pressão arterial e a adesão ao tratamento”. 

    Como ajudar o cliente hipertenso?

    Eliana explica que na abordagem farmacêutica é importante estabelecer uma relação de confiança com o cliente para resgatar os conhecimentos que ele tem a respeito da doença para que possa se reconhecer como responsável pela sua própria saúde. 

    Após esse primeiro passo, será um momento de troca no qual o profissional verificará as dúvidas, medos, quais dados que o indivíduo possui sobre os medicamentos usados, estilo de vida, exames, alimentação entre outros, para que, em seguida, oriente com o que for preciso sempre refletindo junto com pessoa atendida para uma adesão capaz de fazer com que ela entenda a necessidade dos remédios e demais ações para a manutenção da sua saúde e bem-estar. “O especialista da farmácia deve monitorar e aconselhar quanto as medicações, interações medicamentosas e melhorias no estilo vida. Cabe ressaltar que alguns indivíduos com hipertensão têm dificuldades em aferir seus níveis em casa e no canal farma essa medição pode ser realizada com a ajuda do farmacêutico”.

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    Referências - Informadas por Eliana R. de Araujo, docente do curso de Farmácia do Complexo Educacional FMU.

    1. Simão AF, Précoma DB, Andrade JP, Correa Filho H, Saraiva JFK, Oliveira GMM. Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz Brasileira de Prevenção Cardiovascular. Arq Bras Cardiol; 2013. p. 101 (6Supl.2): 1–63. 

    2. Zaitune MP do A, Barros MB de A, César CLG, Carandina L, Goldbaum M. Hipertensão arterial em idosos:prevalência, fatores associados e práticas de controle no Município de Campinas, São Paulo, Brasil. Cad Saude Publica [Internet]. 2006 Feb [cited 2014 Jun 30];22(2):285–94. Available from: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-311X2006000200006&lng=en&nrm=iso&tlng=en 

    3. MacMahon S, Peto R, Cutler J, Collins R, Sorlie P, Neaton J, et al. Blood pressure, stroke, and coronary heartdisease. Part 1, Prolonged differences in blood pressure: prospective observational studies corrected for theregression dilution bias. Lancet. 1990 Mar;335(8692):765–74.​


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